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Enviei artigo com o título acima para
diversas pessoas da lista de contatos. Alguns são rápidos e fui
encontrá-lo num Fórum em Portugal, no tópico em que se colocou “O
Credo da Ciência” de Huberto Rohden.
http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,15503.0.html
Também foi disponibilizado, sem as referências bibliográficas, na
“Federación Espírita Española”.
http://www.espiritismo.cc/modules.php?name=News&file=article&sid=538%20
Isso parece demonstrar que o fenômeno mediúnico possui o poder de
despertar curiosidades.
Sem pretender ser extenso e profundo “Efecto Inteligente” é útil aos que
se iniciam neste estudo. Vamos ver alguns recortes para avaliar nosso
interesse.
O médico Arthur Conan Doyle, criador da série Sherlock Holmes, escreveu
o livro A História do Espiritismo. Nele diz que os homens
de ciência se dividem em três classes:
1) os que absolutamente não
examinaram o assunto – o que não os impede de pronunciar opiniões
muito violentas;
2) os que sabem que a coisa é verdadeira, mas temem confessá-lo; e,
finalmente,
3) a brilhante minoria dos que sabem que é verdade e não temem
proclamá-lo.
Como se percebe, o Espiritismo, a
despeito de ter surgido através do método científico, é alvo da postura
discriminatória. Na origem do preconceito estão menos os argumentos
religiosos (filosóficos) e mais os de interesses políticos.
Os espíritos na realidade são as almas dos seres humanos que já deixaram
a Terra, por isso é que lidamos com mentes caprichosas, que não estão à
nossa disposição na hora que melhor nos convier. No entanto,
pesquisadores que se submeteram à observação criteriosa, disciplinada e
principalmente sem intenções subalternas, ficaram diante de fenômenos
inusitados. Fatos que se repetiram tantas vezes quantas as necessárias
para recolher dados estatísticos ao máximo.
Alguns até que gostariam de pegar um espírito na ponta de uma pinça ou
observá-lo num microscópio.
Disse Bezerra de Menezes: "Um espírito claro e aberto para a
apreensão da Ciência é um supremo bem que Deus confia a certos homens,
afim de que eles o empreguem em favor dos mais pobres e humildes".
O observador comanda as pesquisas físico-químicas até onde as energias
podem ser controladas. No campo das ciências sócio-morais o cientista
faz colheita de dados. Estão na mesma classe a Psicologia, a História, o
Direito, a Sociologia... O objeto dessas Ciências é o animal racional, a
criatura divina, no uso do livre-arbítrio.
Na Ciência da mediunidade há dois socius: o encarnado e o desencarnado,
agindo e reagindo, racionalmente. O médium e o Espírito se interpenetram
para o efeito da ação conjunta. O melhor então é controlar, observar,
registrar, analisar, sintetizar e avaliar para na conclusão chegar o
mais próximo que se possa da realidade.
O pesquisador deve estar ciente de que ele será um dos elementos da
pesquisa. Não haverá condições para uma “neutralidade axiológica”
absoluta, como nas “ciências exatas”. Fator que faz diferença é o que
diz respeito à conduta moral do investigador. Nas ciências exatas o
estado moral do cientista aparentemente não tem a menor interferência no
andamento da experiência, mas aqui não se pode dizer o mesmo.
Se o leitor desejar examinar o texto completo basta acessar as páginas
nos endereços que se segue.
http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,15503.0.html
Certa vez o nosso Chico Xavier contou que
dois espíritos, amigos na Terra, se encontraram depois da “prova final”.
Um estava em razoáveis condições no plano espiritual, mas o outro em
sofrimento.
No encontro a surpresa foi maior, quando o ex-amigo irritado lhe disse
que ele era um dos culpados, pela sua desfavorável situação. Sem
entender perguntou: “mas, por que eu?”
E, ouviu estupefato: - “por que você sabia da existência da Doutrina
Espírita e não me disse nada”.
Isso vocês não poderão me dizer! Nem ao Júlio César que enviou aos seus
amigos a fotografia da sua cicatriz (fotografia anexa) que surgiu após a
incisão cirúrgica, feita com bisturi invisível. Júlio tem um grande
coração e um coração de “boi”.

FOTO DA CICATRIZ DA OPERAÇÃO ESPIRITUAL FEITA À
LUZ SEM INSTRUMENTOS VISÍVEIS NA MÃO DO MÉDIUM CHICO MONTEIRO. JULIO
CESAR DE SÁ RORIZ – FOTO TIRADA NO DIA DA CIRURGIA (JUNHO 2009) – DOENÇA
DE CORAÇÃO CONSIDERADA INCURÁVEL.
(Leia abaixo "Notícias
da Cirurgia Espiritual que me submeti" com outras fotos )
Procuramos saber sobre o médium não espírita e encontramos a tese de
Mestrado de Inácio Manuel Neves Frade Cruz, “Voador:
hibridizações e sincretismos na terapia espiritual de Chico
Monteiro.”
Não fora e-mail que recebi do psicólogo Júlio Cezar não a teria
procurado, pois meu interesse no momento está deslocado para outras
áreas de atuação. A tese é da área da Teologia e foi defendida em
2008. Vou colocar o endereço para os que desejarem examiná-la com
mais profundidade (**).
Em meados da década de oitenta do século passado, o médium Chico
Monteiro iniciava um trabalho feito com materialização de
instrumentos cirúrgicos e tratamento com vibração das mãos.
Inaugurava-se o processo de cura com a entidade espiritual, Doutor
Adolfo Fritz, através de Monteiro e sua equipe. Essa terapêutica
está inserida em um processo amplo de tratamento espiritual
comumente verificável no campo religioso brasileiro. O estudo de
Cruz teve como propósito realizar reflexão sobre a atualidade do
Espiritismo, que o autor chamou “Kardecista”, das possibilidades de
apropriações/resignificações na tessitura social, com base na
observação da experiência de vida do paranormal.
Abro parêntesis para uma observação que parece importante e
pertinente, a que o próprio médium não se diz espírita e não esta
preocupado em agradar ao movimento espírita brasileiro, o que não
nos impede de verificar “no laboratório de pesquisa” a existência ou
não do fenômeno mediúnico e a eventual cura obtida pelos pacientes.
Seria interessante explicar de que forma o “placebo” é capaz de
produzir uma ferida incisa cicatrizada, uma vez que se utiliza na
técnica, um bisturi invisível. Não tenho interesse pessoal em
realizar a investigação, mas gostaria que meus colegas das Ciências
Biomédicas, criassem as hipóteses explicativas para o fenômeno, não
afastando a velha hipótese da fraude, mas incluindo a hipótese do
absurdo.
A tese de mestrado partiu de uma noção de experiência que não se
encerra no modelo dicotômico que contrapõe sujeito e objeto,
considerando assim o corpo como condição de nossa inserção no mundo.
O pesquisador diz acreditar estar diante de um processo de
reestruturação de pactos entre indivíduos e pertenças que altera a
vivência dos próprios indivíduos, ao contrário de uma espécie de
retorno à cultura de origem.
Relata que sua pesquisa fecha o foco em uma possível nova
conformação terapêutico-religiosa a partir do Espiritismo, algo que
faz conviver o ideário de Allan Kardec com seres extraterrestres. Em
suma, um espiritismo à lá Chico Monteiro.
Sabemos que o fenômeno mediúnico não é propriedade exclusiva do
Espiritismo e por isso a Academia já possui fortes razões para
investigar o fenômeno, que até hoje foi magistralmente estudado pelo
professor que usou o pseudônimo de Allan Kardec, em o Livro
dos Médiuns (***).
(*) Sobre o autor – Luiz Carlos Formiga
aposentou-se em 1996 pela Faculdade de Ciências Médicas da UERJ. Sua
“última” contribuição foi publicada em 2004. – “Patterns of
adherence to HEp-2 cells and actin polimerisation by toxigenic
Corynebacterium diphtheriae strains. Microbial Pathogenesis, Grã
Bretanha, v. 36, p. 125-130, 2004.” Hoje se dedica ao estudo das
Ciências Jurídicas, tendo feito em 2007 uma comunicação com o
título: “Prudência, Diligência e Perícia no Laboratório de
Bacteriologia Clínica“. Veja em:
http://www.univercidade.edu/uc/pesqcient/pdf/2007/amb_bacteria.pdf
(**)
http://74.125.47.132/search?q=cache:aFw4vmU7Cm4J:www.qprocura.com.br/dp/83272/voador:-hibridizacoes-e-sincretismos-na-terapia-espiritual-de-Chico-Monteiro.html+%22chico+monteiro%22&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
(***) - Este texto foi enviado ao Jornal dos Espíritos, para que o Corpo
Editorial avalie a pertinência de sua publicação.
* * *
Notícias da Cirurgia
Espiritual que me submeti.
Julio Cesar de Sá Roriz (*)
(Domínio público.)
Sábado passado fui convidado por uma amiga para me submeter a uma
cirurgia mediúnica com o Espírito Dr Fritz que está operando através de
um médium que eu não conhecia (Sr. Chico Monteiro). Venho aqui contar
como foi a cirurgia espiritual e mostrar as fotos das marcas que ficaram
no meu corpo, em anexo.
Como sabem, nasci com um problema congênito no coração que ficou
assintomático durante toda a minha vida (mas, todas as radiografias
mostravam e os radiologisas registravam, no entanto, não sei porquê, os
médicos cardiologistas não liam ou não ligavam): trata-se de um mal que
denominamos usualmente de "coração grande" e que é uma cardiopatia
grave, como me disse meu cardiologista. No mês que fiz 60 anos,
aconteceu uma crise muito grande no meu coração e, daí em diante, passei
a tomar 6 comprimidos por dia, com prescrição médica rigorosa para não
pegar peso ou fazer exercícios. Os efeitos colateriais são terríveis,
mas segui as prescrições médicas e restringi tudo que pudesse ser
excesso em termos de esforços, inclusive o volume de palestras
doutrinárias anuais que fazia no Brasil e até no exterior. Apesar dos
remédios, o cansaço estava comigo sempre, onde eu fosse ou me esforçando
(é melhor dizer que ultimamente já estava arrastando-me). Ainda assim
tentei levar adiante a minha expiação sem reclamar muito.
Lá fui eu. Quatro horas de viagem para a pequena e simpática cidade de
Rio Novo, MG. Dois ônibus e um táxi e lá cheguei no acolhedor galpão
apinhado de gente necessitada. Tudo muito bem organizado, todos
sentados. Os trabalhadores voluntários muito gentis. Dentro do galpão
existe uma espécie de CTI ou coisa parecida, onde ocorrem as cirurgias
mediúnicas. Lá dentro um ambiente espiritual muito bom, luzes azuis
clarinhas e umas 80 macas, tendo em cada uma 3 pacientes sentados. Aqui
e ali cadeiras de rodas, macas com pessoas aleijadas ou doentes graves.
Apresentaram-me um médico, muito simpático, que me levou para ver, de
perto, as cirurgias. Impressionante. O médium é um senhor relativamente
jovem e sua esposa é sua auxiliar sempre muito presente em tudo o que
requer organização, receitas etc. Vale lembrar que as inscrições são
feitas via internet e tudo vai para as mãos da esposa do médium que
mantém ao seu redor uma grande equipe de colaboradores. O médium, sempre
acompanhado do médico que me ciceroniava, passou por mim, olhou-me
visivelmente mediunizado. "Este é orador e escritor espírita e também
dirigente de uma Casa Espírita no Rio" - disse-lhe o médico,
apresentando-me. Ele me cumprimentou e, imediatamente, foi cirurgiar os
doentes. Se duravam 3 minutos era muito, cada cirurgia. O médium se
postava na frente do paciente e alguém entregava-lhe um papel com toda
descrição da doença e os remédios que o paciente estava tomando. O
médium lê, fecha os olhos e começa a agir cirurgicamente, com gestos de
“cortar" e de "costurar" tipo "agulha e linha" muito rápidos e
vigorosos. Depois que vi bastante todas as expressões de surpresa dos
pacientes, chegou minha vez. Ele pediu que eu tirasse a camisa. Olhou
fixadamente para meu peito na altura do coração, fixou a mão esquerda no
meu peito e fez um gesto que parecia cortar de cima para baixo. Só que
não havia qualquer instrumento visível em sua mão e, como nos outros
casos, ele cortou e costurou meu coração por dentro do meu peito. É
estranho, mas vou tentar descrever o que senti: é algo muito dolorido
porque a sensação é de corte com bisturi amoladíssimo; depois vêm as
agulhadas no peito e as amarrações como se estivesse amarrando meu
coração com fios invisíveis. Depois pegou meu braço e aplicou uma
injeção na veia sem que houvesse qualquer seringa em suas mãos. Senti a
picada vigorosa no braço e o gosto na boca. Aquele médico com quem
conversei estava ao lado do médium, sempre acompanhando tudo. Ele
perguntou: "Dr Fritz, o que o senhor está fazendo?" Ele falou
para o médico: "Estou amarrando o coração dele para ele não mais se
dilatar". O médico contrapôs: "Mas, doutor, assim amarrado o
coração dele vai poder bombear?”. Dr Fritz respondeu: "Agora o
coração vai poder bombear muito melhor! Fazemos 1200 cirurgia por dia e
entre essas faço 100 deste tipo". Dr Fritz olhou para mim e disse:
"você vai sentir uns apertos no coração, mas não vá ficar preocupado,
pois é assim mesmo". E ante de ir para o próximo paciente ainda me
disse: "Seu amigo Raniere está aqui (Espírito desencarnado) e lhe
manda um abraço!" (Raniere foi escritor e biógrafo de Chico Xavier;
espírita muito atuante, por quem sempre tive grande afeição e admiração
pela labuta espírita que empreendeu quando estava aqui na Terra). Voltei
para o Rio no mesmo dia e quando cheguei em casa, ao mudar de roupa,
minha mulher se assutou com a grande cicatriz vermelha, vertical,
estampada no meu peito e uma marca vermelha de "perfuração" no meu braço
(1). Os locais estavam sangrando muito pouco e estavam muito doloridos,
muito sensíveis. Nos dias seguintes senti os tais apertos no coração
(parece que tem uma mão de ferro apertando) e não mais senti qualquer
cansaço, até este momento em que estou escrevendo. Parece que a minha
vida está voltando ao normal. Dr Fritz pediu para eu voltar mês que vem.
Então, depois, eu conto como foi o curativo...
Que seja assim...
Julio Cesar de Sá Roriz
(*) Júlio César Roriz
é Psicólogo Clínico e Consultor de Empresas. Fundador do Instituto
Espírita Tarefeiros do Bem (IETB), e concedeu Entrevista publicada
na Revista Cultura Espírita. ICEB - Instituto de
Cultura Espírita do Brasil, Rio de Janeiro, Ano I - nº. 03 junho de
2009.
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(1) Fotos das cicatrizes
Peito
Braço
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Publicado neste Portal A ERA DO ESPÍRITO
com a autorização do autor
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